A história inspiradora de um brasileiro que vive na Nova Zelândia

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Cristiano Camilo, fala sobre a perda irreparável que houve na família, e a seguir, o recomeço

Cristiano Camilo Jacinto, 40, é casado e pai de dois filhos, Belorizontino, cabeleireiro e agente estudantil. Homem de garra e fé, 10 anos vivendo fora do Brasil, conta a experiência que é viver na Nova Zelândia.

Este país que é dividido em duas grandes ilhas (Norte e Sul), é notável pelo isolamento geográfico e fica a sudeste da Austrália. A maioria da população da Nova Zelândia é de ascendência europeia, sobretudo britânica. E portanto, a língua mais falada é o Inglês, trazida pelos colonizadores britânicos. Porém, o idioma oficial do país é o “maori”. É um local desenvolvido e industrializado, chamado e conhecido como o “primeiro mundo”. Brasil e Nova Zelândia possuem um fuso horário de 15 horas, ou seja, quando o horário de Brasília estiver a meia-noite, neste país, o relógio marca, três horas da tarde.

Partiu Vamo para Nova Zelândia?

O sonho de Camilo, começou a nascer, quando ele tinha vinte anos. Os filmes foram alimentando a imaginação dele, com o tempo, sendo contagiado por todas as informações que a televisão transmitia, sobretudo quando o assunto era viver fora da pátria.

Sendo um país tão distante e encarar uma viagem de  vinte horas, questiono como Cristiano soube da oportunidade neste local, “fiquei sabendo através de um amigo que tinha planos de fazer intercâmbio, isto foi entre 2004 e 2005”.

Segundo o entrevistado, na altura, outros países foram opções para seguir um novo horizonte “Inglaterra, Irlanda e África do Sul”. O Agente estudantil fala que antes de embarcar, havia tentado ir para os Estados Unidos da América, mas o visto foi negado. As esperanças e a vontade de trilhar um caminho diferente, não o desanimou de seguir em frente e até a Itália, foi pensada como uma possibilidade.

O colega que era a base informativa sobre a terra dos Kiwis (forma alternativa de chamar os nativos, por causa do nome de um pássaro típico da região), ao chegar lá, certificou que o local era maravilhoso. A partir desta informação, o mais novo intercambista, arrumou as malas e com a cara e coragem, foi sozinho para a Nova Zelândia.11100355_771056873014351_4309908112486243092_n

Antes de contar a experiência de vida nesta nação, Cristiano Camilo, fala sobre a perda irreparável que houve na família, e a seguir, o recomeço. Segundo o entrevistado, o filho de sete anos, faleceu com câncer. E este foi um forte motivo que o fez querer sair da cidade onde vivia, «era de certa forma, uma fuga, para sair daquela “deprê” , rotina e insatisfação de viver naquele local. Como eu não queria mudar de Estado ou cidade, o maior interesse, era sair do país e ter um novo desafioA esposa de Camilo concordou com o  projeto de vida do marido e o apoiou. Tudo em prol de superar esta fase «dar um up na vida, voltar renovado e toca-la para a frente» conta. A esposa de Cristiano Camilo ficou na cidade, tomando conta dos negócios da família, um salão de beleza. O Belorizontino fala «tirando a família, eu não tinha nada que me prendesse ao Brasil. O momento delicado me impulsionou a seguir em frente, aquela era a melhor escolha que eu poderia fazer. Uma certa fuga de tudo aquilo que estava vivendo. Eu não conseguia tirar a ideia do filho, e este país, mostravam muitas oportunidades e desafios, por exemplo, a língua, o trabalho, as novas amizades e a saudade. Tudo isto, ocupava a minha mente. Vivi o luto, este foi um momento muito triste, morando fora, fez passar um pouco mais rápido por conta das lutas diárias»

Chegando à New Zealand (em Inglês), o mineiro explica que fez uma viagem tranquila, passou pela imigração e mostrou todas as documentações cedidas pela escola. No saguão, havia uma pessoa que o aguardava no aeroporto. Este rapaz foi o anfrião, pois mostrou no primeiro dia, partes da cidade e levou-o até a escola. Cristiano lembra que as bases do 10574459_621761391277234_7849709862669024908_nInglês dele, não eram boas para a comunicação e o papel do curso foi fundamental para um avanço neste quesito, mas o dia-a-dia com os novos amigos estrangeiros, foram importantes para uma rápida aprendizagem do idioma.

Um pouco familiarizado com o novo mundo e com a língua, já era o momento de contar a experiência do primeiro trabalho «foi numa fazenda de uvas. Tive um contato que me orientou em todos os passos. Morei os seis primeiros meses na Ilha do Sul, trabalhando oito horas por dia. Serviço árduo, repetitivo e algumas das vezes, eu usava a mímica para me comunicar, mas não há dúvidas, todas estas fases, foram cruciais para superar a perda do meu filho e a distância da família»

Após o trabalho no campo, as pessoas começaram a saber quem era o pai, esposo, jovem trabalhador, brasileiro e profissional, que sabia como ninguém usar uma tesoura, para cortar os cabelos. E uma amiga neozelandesa passou a ceder um espaço, numa acomodação, para que Cristiano pudesse voltar a fazer aquilo que já desenvolvia no Brasil. E com o tempo, o nome dele, já estava sendo reconhecido na pequena cidade.

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Após ter o primeiro visto, o entrevistado já não tinha dúvidas que ali, era o país que ele10406477_562630967190277_2293304429969333925_n sempre idealizou viver, e portanto, convencer a esposa de largar tudo no Brasil, foi a meta diária. Ter a estabilidade do visto era importante para passar a esposa e uma filha. O segundo passo, era se organizar financeiramente para traze-las. Mudar de país e começar uma vida não é muito fácil. A mulher de Cristiano tinha vendido o salão que era a independência dela, segundo o cabeleireiro «ela ficou balançada para voltar durante três anos». Mas para a felicidade da família, a esposa engravidou de um menino, chamado Bernardo. O crescimento da criança neste país, era uma grande oportunidade e portanto, hoje, a companheira de Cristiano só pensa regressar ao Brasil, quando o filho ter a formação escolar. A filha mais velha do casal, terminou os estudos, mas decidiu seguir uma graduação no país onde nasceu.

Cristiano além de cabeleireiro, hoje é um representante de sonhos de muitos brasileiros. Ele faz o papel que um dia foi feito para ele há quase onze anos atrás, ele é um agente estudantil. É um trabalho de responsabilidade  e gratificação, pois ao falar com o entrevistado, nota-se o entusiasmo ao declarar um morador deste país.

Para finalizar, pergunto quais são as vantagens de ir morar na Nova Zelandia, «poder ir e vir. Sair e ter a liberdade, seja onde for. Você pode atender um telefone, contar um dinheiro na carteira no meio da rua e não se preocupar de ser perseguido por alguém. Existe uma grande chance de encontrar aquilo que se perde nas ruas. Uma cultura de honestidade e uma ótima flexibilidade dos transportes públicos

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Arquivo pessoal do entrevistado

“Ainda que a figueira não floresça. Ainda que a videira não dê o seu fruto. Mesmo que não haja alimento nos campos. Eu me alegrarei em Ti”

E você, também tem a mesma coragem que o Cristiano? Deixe o seu comentário

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12 comentários

  1. Tive o prazer de conhecer o Camilo. Um cara espetacular, vou dizer apenas isso. Ainda mantemos o contato, mas mesmo que não fosse o caso, a sua história merece mesmo ser contada.
    Parabéns pela reportagem.

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  2. Amigo Cristiano Camilo me lembro de quando conheci vc tinha vindo de Belo Horizonte contou como era sua vida lá sofreu mto mais Deus tinha um propósito pra vc,renovar vc em tudo pq vc sempre foi um lutador fico feliz em saber q vc está bem sua familia ao seu lado isso é mto gratificante Aqui em Varginha tenho as boas lembranças de um amigo de sala de aula q irradiava nos com sua alegria mesmo qdo estava triste sempre com essa carinha boa.Amigo desejo tudo de bom pra vc e sua familia junto com Deus abençoado e mtas felicidades e qdo vier aqui quero mto ver vc bjos e fica com Deus.

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  3. Conheci e acompanhei uma pequena parte da vida deste rapaz Cristiano, é uma pessoa que merece tudo de bom. Que Deus sempre acompanhe seus caminhos. um forte abraço. Mauricio Avelino. (Varginha/MG)

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  4. Muito linda a sua historia de Vida amigo Cristiano, lhe considero um varginhense nato.Espero lhe visitar neste pais top de linha e quando vier visite-nos, o reconhecimento sempre é bom e vc merece porque batalhou mesmo, quem sabe façamos intercambio em breve! Forte abraço

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  5. ESSE E O NEGO!!! MEU GRANDE AMIGO,APESAR DA DISTANCIA, PASSAMOS BONS E MAUS BOCADOS AQUI NA TERRA DO ET. LEMBRO DE TUDO COMO SE FOSSE HOJE ESTAVAMOS NO SALAO DELE NA RUA DELFIM MOREIRA…

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  6. Camilo e sua família me acolheram quando eu fui morar na NZ. Amo essa família e agradeço a Deus por te
    r conhecido-os. Hoje vivem o fruto de muito trabalho e companheirismo.

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  7. Camilo meu querido Amigo. Tive o Prazer de conhece-lo na Nova Zelandia no ano de 2006, quando eu tinha acabado de chegar ao pais. Foram longas horas de conversas, e por varias vezes vi o Cristiano dormindo enquanto falavamos, ele realmente estava muito cansado pela vida corrida que ele tinha no Pais, como estudar e trabalhar, coisa que todos nos fazemos no nosso Pais, mas que o agravante, e os desgastes de um Pais totalmente diferente ao seu, da Lingua que se fala la e tambem de se estar longe da familia, pois quando eu o conheci, a sua familia ainda nao estava la. Mas tive a oportunidade de reecontralo novamente no ano de 2009, ai sim, eu pude conhecer a sua Esposa e sua Filha, nao epoca a sua esposa estava gravida, e nao foi facil. Mas mesmo assim, eles me acolheram muito bem em sua casa. E isto me fez ser ainda mais grato ao Cristiano. Meu querido. Voce merece tudo e mais um pouco das coisas boas que estao acontecendo com voce. Espero poder me reencotrar com voce novamente. Abracos e que Deus continue lhe Abencoando. Abracos.

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