O Varginhense que foi parar nos Estados Unidos através de um projeto social / Partiu Vamo Viajar?

«O que se precisa ter em consideração é a questão de estar como imigrante legal e o mais importante, se você está disposto a começar do zero..»

Samuel Brito, tem 28 anos e nasceu na cidade de Varginha. Hoje, vive num local em que por ventura, poderá encontrar com a atriz Julia Roberts, sentada numa praça e degustando um doce. Parece surreal não é mesmo? Esta é uma cidade que nunca dorme, ou melhor, nunca fica vazia e muitos consideram como a capital do mundo. A história do entrevistado passa por Nova Iorque e por isto, vale muito a pena, acompanhar este depoimento.

Nova Iorque ou New York é um dos 50 Estados do EUA, exatamente isto, as regiões são separadas como no Brasil. Como assim? Nós temos uma país com as divisões, por exemplo: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Amazonas e assim por diante e na América do Norte não é diferente. A  cidade de Nova Iorque é a mais populosa dos Estados Unidos, com 8,5 milhões de habitantes.

É um local muito inspirador para diretores e cineastas, porque sempre está presente nas grandes telas. Filmes e cenas são captadas entre as ruas, monumentos e estações desta localidade. A cidade é palco para centenas de cinematografes de todos os géneros e por isto, muitos brasileiros interiorizam esta metrópole, como bela e cheia de magias.

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(Foto : Arquivo pessoal do entrevistado)

#PARTIU VAMO PARA NOVA IORQUE?

Foi a partir de um projeto social em Janeiro de 2015, chamado BOOKAFÉ, que o caminho de Samuel, entrelaçou com este local. É normal no início, haver dificuldades com as mudanças, como já foi registado em outros artigos. Sair da zona do conforto nunca é uma tarefa fácil e o entrevistado conta esta experiência, «eu no começo, me sentia como um peixe fora da água. Nas primeiras semanas, a saudade da família, dos amigos e do dia a dia do Brasil vem à tona. Você precisa ir se adaptando a um modo de vida totalmente diferente ao que esta acostumado » conta.

Sempre ouvimos histórias, de brasileiros que tiveram o sonho interrompido na altura de tirar o VISTO americano. E este foi um dos nossos assuntos. Questiono como foi o processo e a organização dos documentos para se obter a autorização de moradia neste território «Primeiramente, foi necessário tirar o PASSAPORTE, para depois dar entrada ao VISTO. Juntar todos os documentos requisitados no processo e o Rio de Janeiro foi o lugar escolhido para a entrevista. Durante a inscrição para o visto, você preenche um formulário na Internet, contando detalhes sobre a sua pessoa, faz a reserva do lugar e data onde vai ser a entrevista presencial para o visto. Já no lugar, a entrevista fluiu da melhor maneira possível, fizeram algumas simples perguntas, sem complicação alguma e recebi o visto»

Se para uma entrevista de emprego em nosso país, estado ou cidade, nós muitas vezes, ficamos apreensivos e as vezes nervosos, imagina na altura de tirar uma autorização de residência no estrangeiro, principalmente quando se refere, nos Estados Unidos da América. E portanto, pergunto o que achava sobre a autoridade americana facilitar a entrada de brasileiros neste país « Eles facilitam, caso a pessoa mostre que realmente vai ser um turista. O que os americanos menos querem, são imigrantes ilegais ou, pessoas que queiram se mudar para os EUA definitivamente. Quando fiz a entrevista online e a pessoalmente, deixei bem claro que viria como um turista e, que tinha minha vida no Brasil, ou seja, que não a podia abandonar, uma vez que aqui dentro dos EUA, quando estiver com os pés aqui, você direciona o que quer fazer, legalmente, claro!»

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Foto: Arquivo pessoal do entrevistado

Ao decidir morar fora, um dos pontos importantes é saber como se manter. Caso não tenha uma poupança “gorda” ou algo que ajude no sustento diário, um emprego é essencial para viver bem e feliz, seja onde for. E o Varginhense conta como foi obter o primeiro trabalho em território americano « Como participante do projeto, no começo, todos vão para uma casa, que fica próximo a Miami. Lá, aprendemos a cuidar da casa, temos horários e tarefas a serem cumpridos, aprendemos a cuidar de pessoas (objetivo principal do projeto), aperfeiçoamos os idiomas inglês e espanhol, bem como nosso caráter. Depois desse processo de “adaptação”, os responsáveis nos enviam para as cidades, de acordo com a necessidade do projeto e da característica de cada pessoa. Nessas cidades tomamos conta dos Bookafés, cuidamos das famílias que participam do projeto, realizamos trabalho com a comunidade, entre outros trabalhos sociais »

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Foto : Arquivo pessoal do entrevistado

O Bookafé é uma cafeteria, porém com um sentido interessante, pois defende a ideia de ser um espaço convívio aberto, para que as pessoas sintam-se cuidadas. Book significa LIVRO em Inglês e portanto, a ligação KAFÉ, com fé, é também uma biblioteca Cristã onde todas as pessoas interessadas, podem comer, conversar, orar e realizar eventos. Neste espaço, os colaboradores ajudam a comunidade e também realizando aulas de Inglês e Espanhol e até aulas de Português, tudo gratuitamente.

Samuel informa que, a religião da pessoa não interfere nos convívios neste espaço, ou seja, ser Católico, Prostestante, Muçulmano não impedirá de usufruir do projeto social «estamos abertos para todos, não importam suas crenças. Para os cooperadores, deixamos claro que nossas atividades seguem uma linha cristã, então a partir do momento que a pessoa se inscreve para participar deste meio, ela tem que ter em mente que vai seguir um projeto que já está concebido e fundamentado»

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Foto: Arquivo pessoal do Entrevistado

Claro que, em todos os países há vantagens e desvantagens e este rapaz do Sul de Minas Gerais, conta « Nos EUA o custo de vida para aqueles que trabalham e ganham em dólar é bem barato. Você tem uma diversidade em produtos para o próprio consumo, muito barato. Por exemplo, um carro que no Brasil custa 100 mil reais, nos EUA o mesmo carro, custa 20mil dólares, e há de se levar em conta que uma pessoa nos EUA possui poder aquisitivo muito maior.»

Embora pense em regressar para à Pátria Amada, Samuel deixa uma mensagem aos brasileiros que sonham com esta oportunidade, «Nos EUA você vai estar em um lugar com condição financeira muito boa, a liberdade de expressão que você tem é enorme, as opções que você tem de produtos é enorme e bem acessível, as paisagens e lugares para serem visitados é incontável. A amizade feita é o que mais vale. Na minha experiência, como cuidamos de pessoas a todo momento e sempre estamos conectados com elas, muitos se tornam amigos O que se precisa ter em consideração é a questão de estar como imigrante legal e a mais importante, se você está disposto a começar do zero, porque a cultura, o modo de viver, os processos do país são bem diferentes dos que se está acostumado no Brasil, você tem que redescobrir muita coisa mas o resultado é satisfatório.»

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Nota-se que a vida do Samuel nos Estados Unidos da América é inspiradora. E você, teria a mesma coragem que este jovem? Começar do Zero é uma tarefa que encaixaria nos teus planos?

#Partiu Vamo Viajar?

 

«NÃO IMPORTE ONDE OU EM QUAL SITUAÇÃO VOCÊ ESTEJA, VOCÊ TEM QUE DEIXAR A SUA MARCA.»

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Um comentário

  1. Parabéns pela disposição em cuidar de pessoas. A experiência é única em conhecer outros países, culturas, tudo é válido para nosso crescimento humano e espiritual. Excelente reportagem. Um abraço a todas.

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