O primeiro brasileiro a cursar o programa de MESTRADO na Rússia

« Muitas vezes as pessoas pensam que é necessário muito dinheiro para uma experiência dessas»

Vale a pena ler este depoimento até o final, afinal ele nos representa.

Bruno Cappuci Ferraz, 27, Solteiro, Jacareiense, Graduado em Relações Internacionais, gosta de ouvir um bom som e tocar um instrumento.

O rapaz que morava na Cidade de São Paulo conta o que está fazendo em São Petersburgo.

 

Здравствуйте! Оченьприятно.Какдела?

Você consegue traduzir esta questão sem utilizar o Google Tradutor? Pois é, o nosso entrevistado enviou-nos por escrito esta pergunta (Olá, muito prazer, como vai?)

Bacana né gente? Quando eu soube que este internacionalista vivia na Rússia, isto despertou-me uma certa curiosidade. É engraçado, mas ao pensar neste país, vêm a ideia que vamos congelar no inverno Russo. E não é bem assim, este local tem todas as estações bem definidas. Os Russos também valorizam muito a leitura e filmes, e em geral são cidadãos bem cultos. Os estudos são prioridades e mais da metade da população tem ensino superior completo.

Imagem retirada da Internet
Imagem retirada da Internet

Bruno já teve a oportunidade de viver em Londres e esta experiência foi o motivo que despertou o desejo de novamente sair do Brasil.  Para o rapaz de São Paulo, o aproveitamento profissional e acadêmico foram fortes pilares, mas o fato de ganhar uma bolsa integral do Governo Russo, teve a base decisória para escolher este local como o destino de embarque.

Foi no site da Universidade que ele descobriu  as informações preciosas sobre o ensino no estrangeiro. Ao ler todas as regras impostas pela escola,  era a hora de inscrever-se. O internacionalista teve de juntar todos os documentos e digitaliza-los, logo, foi necessário enviar o diploma e histórico da graduação, uma carta motivacional, uma redação ou artigo de 10 páginas sobre pontos de relevância sobre o curso, atestado médico de boas condições de saúde e um exame que constava HIV negativo.

O estudante de Mestrado em Economia e especialização em Sistema do Comércio Internacional, conta como foi todo o processo do VISTO e valores investidos para a concretização desta viagem «Os documentos precisaram ser validados pelo Ministério Brasileiros de Relações Exteriores, traduzidos (só há um tradutor juramentado de russo em São Paulo) e depois legalizados no Consulado russo (ou em embaixada). O processo inteiro para dois documentos (diploma e histórico da faculdade) custou cerca de R$ 1.000. Após aprovação da faculdade eu deveria esperar o “ código do visto” para levar ao consulado. Com este código o consulado teve acesso a todas as informações sobre meu processo de visto já preenchidas pela Universidade russa. Com isso, o visto ficou pronto em 30 minutos. O problema é que o código demorou 2 meses para ficar pronto desde a aprovação da bolsa. O visto teve um custo de R$ 576.»

O jovem ficará neste território por dois anos e segundo ele « Sou o primeiro brasileiro a cursar este programa e ainda não encontrei brasileiros na Universidade». O Jacareinse fala como irá enfrentar os longos e famosos dias frios «O segredo é se vestir “em camadas”, pois os prédios todos possuem calefação. Tirando o principal casaco precisamos estar adequadamente vestidos para não passar muito calor na faculdade, em bares, restaurantes (…)» Bruno ainda diz que a barreira de integrar-se melhor no país, é o idioma, mas a residência estudantil tem sido um bom local para sobressair nesta etapa. Questiono se ele fala outras línguas «Com fluência Português, Inglês e Espanhol. Além destes, também falo Francês e estudo Russo.»

Grande parte dos interessados preocupam-se com o fator: SABER FALAR, ESCREVER E COMPREENDER a língua do país. Mas normalmente os estudantes brasileiros e de outras nacionalidades que não são nativos ou desconhem a língua da região escolhida, são direcionados para aulas em que os professores estão aptos aos estudantes estrangeiros e portanto, o Inglês prevalece.

Catedral de São Basílio (Foto retirada da Internet)
Catedral de São Basílio
(Foto retirada da Internet)

Antigamente não se via muito falar de estudantes brasileiros pelo mundo, mas era normal ouvir um vizinho ou o amigo do amigo que foi tentar uma vida melhor no estrangeiro. É interessante lembrar, resumidamente, um pouco do passado histórico, e naquele episódio em que os Ìndios avistaram um barco chegando na costa brasileira – Ao verem as mulheres com os cabelos enrolados em panos sobre a cabeça, muitos deles acharam aquilo “chickes”, mas na verdade, estas pessoas que ficaram longos dias dentro de um barco sofriam uma epidemia de piolhos.  E talvez, seja esta identidade que carregamos um pouco, pois no Brasil ,valorizamos a mão de obra estrangeira e agora aqueles que foram para fora buscar novos conhecimentos e Bruno Cappuci afirma« a experiência internacional é até sobrevalorizada. Lógico que há muito que se reconhecer a valorizar dependendo de cada caso, mas ainda tendemos a valorizar em excesso o que “vem de fora”»

Peço ao entrevistado para deixar uma mensagem aos brasileiros que pretendem estudar ou se especializar fora da nossa Pátria Amada «Muitas vezes as pessoas pensam que é necessário muito dinheiro para uma experiência dessas. Claro, uma boa dose de organização e disciplina financeira para economizar e criar um fundo para viajar é essencial. Contudo, muitas vezes é necessário mais coragem do que dinheiro. Além de opções de bolsas, há algumas modalidades que permitem trabalhar e com isso custear parte do projeto»

“Aceite as consequências do que acha que te faz melhor”.

(De uma música do DeadFish)

Brutal né gente? E você, tem vontade de embarcar para a Russia?

#PartiuVamoViajar?

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