Ela tinha 16 anos e já carregava na bagagem o SONHO AMERICANO

«não foi ela que escolheu o país e sim o país que a escolheu»

A América do Norte sempre foi vista como a terra de oportunidades infinitas. Os poderosos da época viam no continente americano a chance de construírem impérios, efetuarem conquistas e aos olhos Europeus este era o local do famoso SONHO AMERICANO.

Voltamos à 14 anos para contar a história da Lidiana Benetolo Sobrinho, 30 anos, de Minas Gerais, casada e mãe de duas meninas. A jovem vive nos Estados Unidos da América e partilhou um pouco do que se passa neste território tão sonhado por muitos. Segundo a brasileira, não foi ela que escolheu o país e sim o país que a escolheu.

Lidiana tinha receios como qualquer garota que deixa a família na zona de conforto e vai em busca de algo novo. Sabendo pouco ou quase nada da língua inglesa, Lidia contava com o apoio de primas, que segundo ela, dava-lhe segurança e estabilidade, mediante a distância que estava dos familiares.

Foram feitas muitas viagens dentro da América: Las Vegas, Miami, Atlanta e Orlando. Hoje ela vive em Boston, mas durante muitos anos esteve na Flórida.

Ainda de acordo a Varginhense «O país me fornece segurança, qualidade de vida e benefícios para a minha família, por exemplo: A minha filha de sete anos está estudando numa escola pública que é considerada a nível particular do Brasil. Já a minha filha de quatro meses recebe leite em pó do governo, são inúmeros auxílios que nós temos aqui, e portanto, este lugar me fascina e amo este país»

A entrevistada deixa uma mensagem para aqueles que também acreditam no sonho americano «Que venham mesmo! Porque aqui é muito bom, não é fácil, mas temos que ser pedras que devemos ser moldadas», Lidiana enfatiza que «tudo que é bom não é fácil. Mas que venham com vontade de trabalhar, porque aqui tem oportunidade para todos, basta querermos e acreditarmos no nosso melhor como seres humanos e profissionais»

A Mineira confessa que nunca frequentou uma escola de Inglês e tudo o que aprendeu foi na rua e com o trabalho, mas que pretende voltar a sala de aula para aperfeiçoar o idioma. No fim da conversa, Lidiana diz que teve muitos bons momentos nos Estados Unidos, como o nascimento das filhas e o casamento, mas o que marcou a vida dela, foi dar um abraço na mãe depois de sete anos sem vê-la.

A jovem brasileira com o coração americano teve o privilégio de ter toda a família ao lado durante esta vida fora do Brasil, a imigrante não fala em regresso para a Pátria do Coração, diz sentir saudades da rua da casa, dos vizinhos, dos amigos da Igreja (Brasil para Cristo), do pastel da feira, dos colegas da escola e de tudo que a rodeava na cidade natal. Mas segundo o que pensa, a Rede Social proporcionou  tê-los por perto, dar continuidade nesta ligação e podendo partilhar momentos com  fotos, vídeos e mensagens instantâneas. Para a jovem, hoje é muito mais fácil mudar de país e ainda permanecer presente da antiga rotina.

Lidiana Sobrinho

E você? Ganha coragem para embarcar?

Janaína Nunes Leite

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